domingo, 22 de abril de 2007

Se você fosse uma cor ... que cor você seria ?!
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sexta-feira, 6 de abril de 2007

Discurso vazio.

Vou quebrar tuas virgulas, tirar proveito dos teus pontos finais.
Tuas exclamações não serão mais necessárias, e tuas interrogações jamais compreendidas.
A tua linguagem culta não passará de clichê, e teu discurso ficará vazio.
Ao fim, você se calará por não ter o que dizer.
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/na vitrola: chico buarque

domingo, 25 de março de 2007

"Alice: você poderia me dizer, por gentiliza, que caminho devo seguir para sair daqui ?!
O Gato: depende muito do lugar pra onde você deseja ir.
Alice: não me importa pra onde.
O Gato: então, não faz diferença qual caminho siga!"

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/na vitrola: O teatro mágico

domingo, 18 de março de 2007

Fim.

Era uma tarde de outono, as folhas que caiam das árvores cobriam todo o chão do parque. Ele estava na velha ponte de madeira, no ultimo dia daquela estação, como haviam marcado, para que pudessem relembrar os velhos tempos, quando ainda eram crianças e brincavam naquele parque. Como era outono, a estação das folhas, as árvores estavam completamente nuas, e o vento soprava frio e constante, deixando a atmosfera leve e tranqüila. Ele a esperava ansioso, não via a hora de encontrá-la novamente, depois de tantos anos sem se verem queria matar as saudades, saber o que tinha feito e por onde tinha andado. Mas lhe veio uma angústia no peito, ficou com medo que ela desistisse. Decidiu que se ela não fosse tentaria esquece-la por mais difícil que isso poderia ser, e jamais se perguntaria o motivo de sua desistência. Á medida que as horas passavam ficava mais angustiado, sabia que caso ela não aparecesse nunca mais a veria, nem mesmo de longe, pois não tinha seu endereço, nem mesmo seu telefone, aquele encontro era sua ultima esperança, talvez a ultima chance que teria de dizê-la tudo que sentia. A única coisa que poderia fazer naquele momento era esperar. Encostou a cabeça em um banco, fechou os olhos e imediatamente veio a sua mente as lembranças que tinha do ultimo encontro que tiveram. Como o destino brincava com os dois, colocando-os no mesmo vagão daquele trem, após anos sem se verem. Depois de tanto tempo ela ainda o reconhecera, e ele nunca poderia esquecer aquele rosto, o mesmo olhar sincero, o mesmo sorriso cativante de quando eram pequenos. Ele como sempre, não conseguia pronunciar uma palavra, sentia-se aprisionado no brilho dos seus olhos e mudo ao ouvir sua doce voz. A única coisa que conseguiu dizer foi que queria muito vê-la novamente, e ao se despedirem na estação ela lhe diz pela janela do trem “ultimo dia de outono no ‘nosso’ parque”, ele com um sorriso contente, mas tímido respondeu “estarei a sua espera!”. Adormeceu em volto nos seus pensamentos. Ao despertar já era noite, quando olhou a lua no céu veio uma lagrima aos olhos, mas logo a enxugou, levantou-se e foi para casa. No caminho milhares de pensamentos povoavam a sua cabeça, mas como havia prometido não ia ficar se indagando sobre aquele encontro que não aconteceu, iria tentar esquecer tudo aquilo. Chegando em casa tomou seu uísque preferido, virou para a parede a foto do dois que estava no seu criado-mudo, apagou a luz do abajur e ficou a olhar as folhas da árvore que caiam em frente a sua janela, com elas iam embora toda a esperança de vê-la outra vez. Mas ele havia se esquecido de um detalhe: o outono não termina no mesmo dia em todos os lugares. Aquele era seu ultimo dia de outono, mas seria também o dela?

Geometria.


A vida passa entre quadros,
quadrados,
janelas abertas pra lugar nenhum ...

enquanto você ?!
anda em círculos,
circulando entre caminhos
aqui e ali ...

e eu ?!
sigo em linha reta
tropeçando em arestas
desviando de quinas, nas esquinas que encontro por ai ...

E o mundo ainda assim, nem nota...
o que realmente importa é se você anda em linha reta ou torta
e não se quando anda sorri ...

domingo, 11 de março de 2007


- Foi?!


- foi.


- Mas, foi e pronto?!


- foi e pronto.


- Mas, como assim?!


- "como assim" o que?


- Como ele foi e pronto?!


- indo ué.


- Mas como?!


- do mesmo jeito que veio, calado, sorrateiro, imprevisível, para eu não o ver indo.


- Eu sei como ele veio, mas não entendo como se foi sem te-lo visto ir!


- talvez ele tenha embriagado meus olhos.


- é, talvez ...

domingo, 4 de março de 2007


Liberdade é pouco, o que eu quero ainda não tem nome.

(Clarice L.)